quinta-feira, 28 de junho de 2012


O Prouni no Rio Grande do Sul
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), anunciou na tarde desta segunda-feira ( 18/06/2012 ) o investimento de R$ 43 milhões, até 2014, em bolsas de estudo no Prouni-RS - a exemplo do Programa Universidade Para Todos do governo federal. Inicialmente, serão oferecidas 250 vagas para estudantes nos segmentos de petróleo e gás, eólico, e oceânico.
A estimativa do custo por aluno no Prouni gaúcho deverá ser de R$ 700 mensais. Segundo o governo estadual, o programa busca estimular a formação de mão de obra em cursos de base tecnológica oferecidos em entidades comunitárias de ensino superior do Estado. As inscrições dos candidatos serão abertas em junho.
Para concorrer a uma bolsa, além de ter cursado o ensino médio na rede pública, o estudante deve ter renda familiar de, no máximo, três vezes o valor do menor piso regional pago no estado, morar no Rio Grande do Sul há pelo menos dois anos e não possuir diploma universitário.
O programa prevê cotas sociais, que serão regulamentadas por decreto, para negros, índios e portadores de deficiência. Foi assegurada, por meio de emenda, reserva de vagas para alunos beneficiários de outros programas sociais, como Projovem, Proeja, Protejo, Jovem Aprendiz, RS Mais Igual e Bolsa Família. “Esta iniciativa do governo é um passo fundamental para democratizar o acesso ao ensino superior e abrir as portas das universidades aos filhos dos trabalhadores. A emenda que apresentamos reforça o olhar do Estado para um público que, realmente, precisa de oportunidades para ampliar a escolaridade”, frisou a deputada.
Conforme o projeto de lei enviado ao Legislativo, a pré-seleção dos estudantes será feita a partir de critérios estabelecidos pelo Conselho Gestor do PROUNI-RS ou dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A etapa final ficará a cargo das instituições de ensino superior, de acordo com seus próprios critérios.
Como contrapartida, os beneficiários das bolsas terão que reservar 20 horas por semestre para iniciação científica ou extensão universitária. Quem tiver aproveitamento acadêmico insuficiente, abandonar o curso, trocar de instituição de ensino ou fraudar informações perderá a bolsa.
Os programas e os investimentos existem, mas é uma pena que existem pessoas de ma índole que usufruem de seus cargos ou influencias para tirar proveito burlando o sistema ou desviando investimentos, fazendo com que esses programas não funcionam 100% como deveriam.

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